sábado, 23 de junho de 2012

CUMPRIMETO DE CLASSES E ESPECIALIDADES - CLUBE DE LÍDERES

Produção do Portfólio


O portfólio é um documento que comprova o cumprimento de classes e especialidades. Trata-se de relatórios, fotos, desenhos, textos e outros que comprovem a realização do requisito ao qual se refere.

Cada aspirante deverá montar um para a classe de líder (ou agrupadas) e um para as especialidades.

O portfólio possui regras simples: capa, cabeçalho, espaço para avaliação em cada relatório, fotos e certificados em impressão colorida e um texto bem redigido.


Cumprimento de requisitos de classes e especialidades

As perguntas e propostas estabelecidas para cada classe ou especialidade são apenas para inicio a discussão. O aspirante deve sempre ir alem do solicitado. Ele deve procurar ser um especialista, alguém que está com conhecimento superior aos seus liderados. Um exemplo: no Registro de Classes Agrupadas, parte II: Descoberta Espiritual, requisito dois pede: “Ler os quatro evangelhos em versão atualizada”. Pode parecer que simplesmente relatar que leu cumpra este requisito, mas que tal registrar suas impressões, que diferença faz ler os evangelhos na versão escolhida, qual história lhe chamou mais a atenção nesta linguagem, etc.

O cumprimento dos requisitos das classes deverá ser feito preferencialmente dentro do Clube de Desbravadores ao qual pertence. Isto fortalecerá o clube e ajudará o aspirante a praticar o conhecimento dentro da realidade de clube, na lida com juvenis e adolescentes.


Validade dos requisitos

Registro de Classes Agrupadas: os requisitos que constam no Registro de Classe devem ser cumpridos no período mínimo de um ano e meio e máximo de três anos. Requisitos cumpridos antes dos 16 anos não serão creditados. As especialidades não estão restritas a este período, mas deverão estar concluídas antes da investidura.


Líder Máster e Líder Máster Avançado

Não são títulos nem classes regulares, mas sim, avançadas de Líder de Desbravadores. Fornecem oportunidade do Líder se especializar em uma área de atuação dentro do Clube de Desbravadores.

CLUBE DE LÍDERES – FILOSOFIA E ORGANIZAÇÃO

José Maria B. Silva (VOANDO ALTO, 6 e 7)


Adaptado por Tiago D. Santos

Definição

O Clube de Líderes de Desbravadores é um órgão do Ministério Jovem onde todos os líderes de desbravadores e os que estão se preparando para sê-lo, podem associar-se para aperfeiçoar suas capacidades e obter maior preparo. Não é uma extensão do Clube de Desbravadores, sendo uma sub-organização do Ministério Jovem da Igreja.

Um líder juvenil é um especialista dedicado a guiar aos menores da Igreja. Estes especialistas desenvolvem suas atividades em todas as áreas da Igreja relacionadas com os juvenis e adolescentes:

• Divisões da Escola Sabatina (juvenis e adolescentes especialmente)

• Escola Cristã de Férias

• Voz da Juventude

• Evangelismo Jovem


Objetivos

1. Preparar e instruir os jovens que escolheram fazer do Ministério em favor dos juvenis e adolescentes seu ministério para a Igreja;

2. Completar os requisitos da classe de líder, àqueles que ainda não são investidos;

3. Os que já são investidos continuarão estudando para alcançar uma maior especialização (caso o campo não possua clubes para máster e máster avançado);

4. Preparar os jovens para o serviço e testemunho: à Igreja, à família e à comunidade;

5. Cultivar o espírito de companheirismo entre os jovens;

6. Aumentar sua habilidade por meio de um treinamento contínuo e através do estudo das especialidades;

7. Levar os jovens a uma íntima comunhão com Cristo.


Organização

Similar ao Clube de Desbravadores, promovendo continuidade nas atividades dos que atingiram os 16 anos de idade.

Se o Clube de Líderes vai atender apenas um Clube de Desbravadores, um distrito ou uma região deve ser decidido em diálogo com o campo local, levando em conta o numero de participantes e de dirigentes.

Organograma administrativo do Clube de Líderes de Desbravadores


                                       CAMPO LOCAL
                       COMISSÃO DIRETIVA DA IGREJA
         SECRETÁRIO (A) / DIRETOR (A) / TESOUREIRO (A)
           DIRETOR ASSOCIADO / DIRETORA ASSOCIADA
                      CONSELHEIRO / COONSELHEIRA
                                         UNIDADES
Membros

Requisitos para ser membro de um Clube de Líderes:

1. Ter idade igual ou superior a 16 anos;

2. Ser membro regular da Igreja (batizado e ativo);

3. Ser membro ativo de um Clube de Desbravadores;

4. Ser líder investido ou aspirante a líder;

5. Pagar as quotas exigidas, ser pontual e respeitoso;

6. Saber e cumprir os ideais do Ministério Jovem e do Clube de Desbravadores.


Unidade

Deve possuir de 4 a 8 membros, podendo ser mista (rapazes e moças). Cada unidade deve ter um conselheiro (a) representante, um banderim (conforme padrão oficial) e um nome e símbolo de acordo com o nome do clube.


Nome

O nome do Clube de Líderes deve ter um tema bíblico, voltado para a história da igreja ou ainda retirado da natureza. Com este mesmo critério as unidades devem escolher seus nomes.

LIDERANÇA: TIPOS DE LÍDERES

Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, ou seja COMANDAR, que era entendido como "Mandar – com (COMMANDAR)", e dessa forma, transformando-os numa equipe que gerem resultados, no sentido de poder-se coordenar em um COMANDO, com liderança e/ou coordenação, no "commando (se esse for pequeno, ou subdividi-lo se for grande)". Ter a capacidade e possibilidade de delegar (para pessoas de sua confiança), subdivisões essas que não escapam da sua obrigação de "com-mandar" e/ou coordenar a esta liderança. Assim, " ... o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência. Para os gestores atuais, são necessárias não só as competências do chefe, mas principalmente as do líder.


O estudo da liderança

A natureza e o exercício da liderança tem sido objeto de estudo do homem ao longo da sua história. Bernard Bass (2007) argumenta que "desde sua infância, o estudo da história tem sido o estudo dos líderes - o quê e porquê eles fizeram o que fizeram". A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumentava em A República que o regente precisava ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de "rei filósofo". Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu "rei sábio", bem como Tao e seu "líder servo".

Acadêmicos argumentam que a liderança como tema de pesquisa científica surgiu apenas depois da década de 1930 fora do campo da filosofia e da história. Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre liderança evoluíram de teorias que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que líderes eficazes deveriam fazer, e chegando a uma abordagem situacional ou contingencial, que propõe um estilo mais flexível, adaptativo para a liderança eficaz.



Teorias

Segundo Chiavenato a Teoria das Relações Humanas constatou a influência da liderança sobre o comportamento das pessoas. Existem três principais teorias sobre a liderança:

Traços da personalidade: Segundo esta teoria o líder possui características marcantes de personalidade que o qualificam para a função.

Estilos de liderança: Esta teoria aponta três estilos de liderança: autocrática, democrática e liberal.

Situações de liderança (teoria Contingencial): Nesta teoria o líder pode assumir diferentes padrões de liderança de acordo com a situação e para cada um dos membros da sua equipe

Para Lacombe os líderes influenciam as pessoas graças ao seu poder, que pode ser o poder legítimo, obtido com o exercício de um cargo, poder de referência, em função das qualidades e do carisma do líder e poder do saber, exercido graças a conhecimentos que o líder detém.

Estilos de Liderança

Liderança autocrática: Na liderança autocrática o líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou diretiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa que cada um deve executar, o líder determina ainda qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.

Liderança democrática: Chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objetivo e limita-se aos fatos nas suas críticas e elogios.

Liderança liberal ou Laissez faire: Laissez-faire é a contração da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Neste tipo de liderança as pessoas tem mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando possivelmente uma equipe madura, auto dirigida e que não necessita de supervisão constante. Por outro lado, a Liderança liberal também pode ser indício de uma liderança negligente e fraca, onde o líder deixa passar falhas e erros sem corrigí-los.

Liderança paternalista: O paternalismo é uma atrofia da Liderança, onde o Líder e sua equipe tem relações interpessoais similares às de pai e filho. A Liderança paternalista pode ser confortável para os liderados e evitar conflitos, mas não é o modelo adequado num relacionamento profissional, pois numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho, incondicionalmente. Já em uma relação profissional, o equilíbrio deve preponderar e os resultados a serem alcançados pela equipe são mais importantes do que um indivíduo.

Embora os estilos de liderança já tenham sido identificados anteriormente e designados com estes ou outros nomes aqui ficam outros estilos de liderança associados à relação causal entre cada estilo e os efeitos sobre o clima de trabalho e o desempenho:

Estilo Visionário: Canaliza as pessoas para visões e sonhos partilhados. Tem um efeito muito positivo sobre o clima de trabalho. É apropriado para situações onde ocorra mudanças que exigem uma nova visão.

Estilo Conselheiro: Relaciona os desejos das pessoas com os objetivos da organização. Ajuda um empregado a ser mais eficiente, melhorando as suas capacidades de longo prazo.

Estilo Relacional: Cria harmonia melhorando o relacionamento entre as pessoas. Ideal para resolver e sarar conflitos num grupo; dar motivação em períodos difíceis; melhorar o relacionamento entre as pessoas.

Estilo Pressionador: Atinge objetivos difíceis e estimulantes. Tem um efeito por vezes negativo sobre o clima de trabalho pois é frequentemente mal executado.

Estilo Dirigista: Acalma os receios dando instruções claras em situações de emergência. É apropriado em situações de crise; para desencadear uma reviravolta na situação; com subordinados difíceis.

Estilo de liderança sempre foi um tema complexo, por estar diretamente condicionado com as reações do comportamento humano, mas é imprescindível que seja situacional, flexível e adaptado para os resultados que se pretende. O principal objetivo pretendido deve contar com as etapas do estilo autocrático, democratico e liberal levando em conta o receptor com as ações de auto-estima e afetividade (respeito ao liderar ). O estilo deve ser situacional devido ao aprimoramento contínuo de todo o ambiente de trabalho.

Referências

• O que é a liderança? Artigo em Portal Gestão O que é a liderança?

• CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: edição compacta. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. ISBN 85-352-0677-9.

• LACOMBE, F.J.M.; Heilborn, G.L.J. Administração: princípios e tendências. São Paulo: Saraiva, 2003. ISBN 85-02-03788-9.

• BOWDITCH, James L. & BUONO, Anthony F. Elementos de comportamento organizacional. Título Original "A Primer on Organization Behavior". São Paulo: Editora Pioneira, 1992.

FILOSOFIA DA RECREAÇÃO E PRINCÍPIOS PARA GUIAR A ESCOLHA DE UMA RECREAÇÃO ADEQUADA

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4.8

Podemos avaliar o desenvolvimento do ser humano em três patamares:

1 - Espiritual

2 - Mental

3 - Físico


O desenvolvimento físico apropriado fornece boa capacidade mental, por isso é a base. O corpo está intimamente relacionado com a mente. Por tanto, corpo sadio = mente sã.
O corpo também é o primeiro a se desenvolver na meninice, só com o crescimento físico avançado é que o individuo passa a desenvolver a mente, tomando conhecimento nesta faze do espiritual, da natureza do homem e dos sentimentos.
A partir desta faze o individuo passa a harmonizar e equilibrar seus patamares de desenvolvimento, ocorrendo o que se mostra no gráfico seguinte:


Espiritual > Físico > Mental

Físico > Mental > Espiritual
A influência da mente sobre o relacionamento com Deus é incalculável. Ellen G. White diz:

“O Espírito de Deus, recebido na alma, aviva todas as suas faculdades. Sob a guia do Espírito Santo, a mente que sem reserva se dedica a Deus, desenvolve-se harmoniosamente, e é fortalecida para compreender e cumprir as reivindicações de Deus”. (OE, p. 285 e 286)

Nós só compreendemos as solicitações divinas quando a nossa mente está apta a receber o Espírito Santo. Em outras palavras: Deus fala a nós através de nossa mente.
O desenvolvimento espiritual está intimamente relacionado com o desenvolvimento mental adequado, que por sua vez liga-se ao físico. Concluímos então, que qualquer atividade que envolva o físico e a mente, também envolve o nosso relacionamento com Deus.
Por isso a importância de se ter uma adequada recreação.

“A juventude algumas vezes expressa o sentimento de que do ponto de vista social a igreja nada faz para alcançá-los, embora algumas vezes isso seja apenas uma escusa para seus próprios sentimentos. É certo que pode servir de indicação quanto a falta de alguns clubes planejar um significativo calendário social que alcance a juventude e promova o fortalecimento tanto da parte física como da espiritual”. (Manual MV p. 52- 53, Adaptado)

A “recreação saudável constitui um aspecto vital do desenvolvimento dos jovens, e muito poderá ser lucrado ao se prover educação adequada e instrutiva para eles. O principal objetivo da recreação não deveria ser simplesmente ocupar o tempo, e sim prover alguma troca significativa e saudável de atividade, a qual seja capaz de conduzir a companheirismo, envolvimento salutar e estimulo intelectual.”
(DSA. Ministério Jovem: Treinamento de Liderança. 1992, p. 33/ modulo 7 )

“Há diferença entre recreação e divertimento. A recreação, na verdadeira acepção do termo - recriação - tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com vigor ao sério trabalho da vida. O divertimento, por outro lado, é procurado com o fim de proporcionar prazer, e é muitas vezes levado ao excesso; absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira se revela um estorvo ao verdadeiro êxito da vida”. (MJ, 361)

“É privilégio e dever dos cristãos procurar refrigerar o espírito e revigorar o corpo mediante inocente recreação, com o intuito de empregar as energias físicas e mentais para a glória de Deus. Nossas recreações não devem ser cenas de insensata alegria, tomando a forma de uma insensatez. Podemos dirigi-las de maneira a beneficiar e elevar aqueles com quem nos associamos, habilitando-nos melhor, a nós e a eles, para atender com mais êxito aos deveres que sobre nós recaem como cristãos”. (MJ, 364)

Ao lermos estes textos podemos perceber a importância que Deus dá às nossas atividades. Deus nos aconselha a recreação, sabendo que a mesma nos eleva o espírito e enobrece o caráter. Em contra partida, Ele condena o divertimento. Deus sabe que a atividade que tem fim em si mesmo, desenvolve a competição, egoísmo e outras características mais. Deus sabia que tais atividades seriam amplamente expandidas e praticadas em nossos dias. Ele não nos deixou sem aviso. Sua serva, por vezes falou sobre o assunto.
A recreação tem como intenção integrar, capacitar e desenvolver relação de amizade entre seus praticantes. A principal função de nossas atividades, assim como da recreação, é através do desenvolvimento físico e mental nos aproximar de Deus. Veja:



Espiritual

Físico

Mental

O Clube de Desbravadores deve proporcionar ao juvenil e adolescente recreação de qualidade, desenvolvendo assim o crescimento físico, mental e espiritual de forma harmoniosa.
Porem, uma questão fica: como escolher a recreação? Podemos citar sete princípios para nortear a escolha de nossa recreação:

1. Verificar se não há esforço físico excessivo. Não devemos danificar o santuário de Deus, nem enfraquecê-lo de tal modo que Deus não possa nos influenciar a mente.

2. Toda recreação deve ter um objetivo, a fim de desenvolver o aprendizado e relacionamento entre os que a praticam. A recreação pode ensinar desde matérias teóricas, até mesmo lições para a vida. Deve ter como objetivo também desenvolver maior entrosamento e amizade entre o grupo.

3. Verificar se os pais gostariam que seus filhos praticassem tal atividade. Sempre que pensamos como um pai pensaria, nós estamos protegendo o juvenil em seu momento de recreação.

4. Já que falamos em proteção, a recreação não pode fornecer perigo sobre hipótese alguma. Deve ser livre de todo risco à saúde e a mente.

5. Verificar se de alguma forma o juvenil é aproximado de Deus. Todas as atividades realizadas dentro do clube devem ter por objetivo restaurar nos nossos liderados e em nós a imagem de Deus.

6. Avaliar a diferença de capacidades entre os participantes, de modo a não constranger ou envergonhar um que seja dos participantes. Ninguém deve estar em desvantagem pela sua estatura ou força, antes, todos devem ter largas chances de participarem com sucesso.

7. Verificar se a recreação pensada não provocará espírito de rivalidade. Lembre-se sempre de que a recreação deve enobrecer o espírito e unificar o grupo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COMO ORGANIZAR UM CLUBE DE DESBRAVADORES

Ao falarmos sobre a organização de um clube surgem automaticamente três perguntas: por quê? onde? quem?

1 - Por quê organizar um Clube de Desbravadores?

- Cumpre uma ordem bíblica de levar o evangelho:

"Ensina a criaça no caminho em que deve andar" Provérbios 22.6

- É orientação do Espírito de Profecia desenvolver atividades com juvenis e adolescentes que lhes promovam crescimento espiritual:

"A juventude é a época para se acumular conhecimento nos ramos que diariamente podem ser postos em prática por tada a vida. A juventude é a época apropriada para adquirir bons hábitos, corrigir os que são maus, obter e conservar a força do domínio próprio, para se acostumar a pessoa a dispor todos os atos da vida com referência à vontade de Deus e bem-estar de seus semelhantes. A juventude é o tempo da sementerira que determina a ceifa desta vida presente e a de além-túmulo. Os hábitos formados na infância e juventude, os gostos adquiridos e o domínio próprio alcançado é quase certo determinarem o futuro do homem ou mulher".

- É um método acertado e já tradicional na IASD.

2 - Onde organizar um Clube de Desbravadores?

- Preferencialmente em Igrejas Oganizadas;
- Grupos;
- Clubes missionários ou evangelísticos (consultar campo local para mais detalhes).

3 - Quem deve organizar um Clube de Desbravadores?

- Preferencialmente líderes investidos ou pastores;
- Outros que já trabalham com grupos de juvenis e adolescentes;
- Você!

PASSOS PARA A ORGANIZAÇÃO DE UM CLUBE DE DESBRAVADORES

1 - Aconselhamento com o Departamental do Ministério Jovem do campo local;
2 - Reunião com o pastor distrital;
3 - Apresentação do plano à comissão da igreja local;
4 - Comunicar à igreja em um culto regular (preferencialmente sábado pela manhã);
5 - Reunião especial no sábado à tarde com pais, possíveis líderes e interessados;
6 - Ensinar as bases do clube;
7 - Eleição do diretor e demais membros da diretoria;
8 - Escolha dos conselheiros e intrutores;
9 - Elaboração do planejamento (segue sugestões abaixo);
10 - Elaborar o primeiro programa seis semanas antes da abertura;
11 - Enviar convites às famílias com juvenis e adolescentes;
12 - Intruções à diretoria e confecção dos uniformes;
13 - Dia de inscrições (segue sugestões abaixo);
14 - Visitação aos lares dos inscritos;
15 - Cerimônia de admissão;
16 - Avaliação: 10 a 12 semanas depois.

PROPAGANDA DO CLUBE

- 4 semanas antes: boletim da igreja;
- 3 semanas antes: exibição de cartaz com programação atraente no mural da igreja;
- 2 semanas antes: escola sabatina com os juvenis e adolescentes;
- 1 semana antes: programação so sábado dando ênfase ao clube.

ATIVIDADES SUGERIDAS PARA O DIA DE INSCRIÇÕES

- Explicação dos emblemas, propósitos e ideais do clube;
- Organização dos meninos por idade;
- Reunião com os pais / recreação com os juvenis;
- Encerramento.

COMO ELABORAR O PLANEJAMENTO

1 - Observar o calendário do campo, do distrito e da igreja local;
2 - Observar datas comemorativas e férias escolares;
3 - Definir principais atividades: acampamento, investidura, etc.;
4 - Traçar planos para o desenvolvimento das classes e especialidades;
5 - Desenvolver programa de capelania: classes biblicas, visitação, etc.;
6 - Definir datas de batismos (primavera);
7 - Definir dia e horário para uma reunião semanal de diretoria, e uma mensal com os pais.

Tiago Dias Santos

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dia Nacional dos Desbravadores

Existe um projeto de lei (6981/2010 ) tramitando na câmara para criar o Dia Nacional dos Desbravadores. O projeto é do Dep. Régis de Oliveira.
Este dia seria comemorado em 25 de Abril. Você pode votar a favor no seguinte site:

http://votenaweb.com.br/projetos/527

Para votar é necessário se cadastrar.
Torçamos para que isso aconteça. Trará mais credibilidade ao Clube.

domingo, 26 de setembro de 2010

ORDEM UNIDA - PARTE 1

Objetivos da Ordem Unida

1. Proporcionar aos desbravadores e Clubes os meios de se apresentarem e a se deslocarem em perfeita ordem, em todas as circunstâncias;
2. Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são fatores predominantes na formação do Desbravador;
3. Permitir, que o Clube de Desbravadores se apresente em público de forma organizada e atrativa.
4. Promover uma atividade de recreação sadia e que contribua no desenvolvimento da coordenação motora e atrativa
5. Demonstrar que as atitudes individuais devem subordinar-se a missão do conjunto e a tarefa do grupo.

Definindo os Termos

Os termos usados têm um sentido preciso em que são exclusivamente empregados, quer na linguagem corrente, quer nas ordens e partes escritas. Daí a necessidade das definições que se seguem:

- COLUNA: É a disposição de um clube, cujos elementos estão atrás um do outro, qual quer que sejam suas formações e distâncias;

- COLUNA POR UM: É a formação de um Clube em que os elementos são colocados um atrás do outro seguidamente e guardando entre si a distância regulamentar. Conforme número dessas colunas justapostas, tem-se as formações, de Coluna por 2, por 3, etc.;

- DISTÂNCIA: É o espaço entre dois elementos, colocados um atrás do outro ou ao lado do outro e voltados para mesma frente. Entre duas unidades a distância se mede em metros ou passos, contados do último elemento da unidade da frente ao primeiro da imediata. Esta regra continua a aplicar-se ainda que a unidade da frente se escalone em frações sucessivas. Entre dois homens a pé a distância é de 80 centímetros e o espaço compreendido entre eles na posição de sentido é medida pelo braço estendido, pontas dos dedos tocando o ombro ou mochila do companheiro da frente.

- FILEIRA: É a formação em que os elementos estão colocados na mesma linha um ao lado do outro, tendo a frente voltada para o mesmo ponto afastado;

- LINHA: É a disposição de uma tropa cujos elementos estão dispostos um ao lado do outro;

- FILA: É a disposição de um grupo de elementos colocado um atrás do outro pertencentes a um Clube;

- ALINHAMENTO: É a disposição de vários elementos, ou unidades colocadas um ao lado do outro sobre uma linha reta frente voltada para a mesma direção;

- COBERTURA: É a disposição de vários elementos, todos voltados com frente para a mesma direção, de modo que um elemento fique atrás do outro;

- ELEMENTO BASE: É o elemento pelo qual um Clube regula sua marcha, cobertura e alinhamento. Em coluna, o elemento base é o chefe da fila base geralmente e quando não houver especificações a base será a direita.

- FORMAÇÃO: É a disposição regular dos elementos de um Clube em linha reta ou colunas;

- TESTA: É o elemento anterior de uma coluna;

- CAUDA: É o elemento posterior de uma coluna;

- PROFUNDIDADE: É o espaço compreendido entre a testa do primeiro e a cauda do último elemento da formação.